A atividade
urológica no Hospital de Guimarães iniciou-se na década de 50 do século
passado com médicos que, embora não pertencessem ao quadro do hospital, aí se
deslocavam para observar e tratar doentes com patologias do foro urogenital. Só em 1972 o
Hospital recebe um médico Urologista – Dr. Justino Amorim - o qual, assessorado
por uma Enfermeira e por um outro colega externo, consegue iniciar e
alicerçar a prática urológica de tal modo que, por ofício assinado pelo então
Diretor Clínico, Dr. Amaro Bragança, é fundado o Serviço de
Urologia do Hospital de Guimarães no ano de 1986. De lá até
hoje vários médicos e vários diretores passaram pelo Serviço sempre com a
filosofia de tratar os doentes do foro urológico segundo as regras
deontológicas, utilizando as tecnologias em voga e colocando o doente no centro
de toda a atividade clínica e assistencial.
O Serviço de Urologia serve atualmente uma
população que ronda os 350 000 habitantes, sendo serviço de primeira linha para os concelhos de Guimarães, Fafe, Cabeiras de Basto, Celorico de Basto e Vizela. Está hoje organizado em 4 frentes:
Bloco Operatório Central (3 tempos semanais), Bloco de Cirurgia de Ambulatório
(1 tempo semanal), Consulta Externa (onze tempos semanais), Unidade de
Diagnóstico de Urologia (funciona diariamente durante o período de manhã e todo
o dia ás quartas-feiras), Unidade de Internamento (14 camas).
As patologias mais frequentes que acorrem ao
Serviço são a patologia oncológica, principalmente a patologia tumoral de
bexiga e próstata e a patologia litiásica.
Ultimamente com o desenvolvimento da área da
Andrologia temos vindo a receber um número considerável de doentes com queixas
de índole genital nomeadamente disfunção eréctil, disfunção ejaculatória e
doença de La Peyronie.
O Hospital, nomeadamente o Serviço de Pediatria, possui uma consulta específica denominada Consulta de Doenças Renais que
observa praticamente todos os doentes em idade pediátrica com patologia
génito-urinária. Desde a criação da Unidade de Urologia Pediátrica, os doentes
desta faixa etária, que anteriormente eram drenados para o Serviço de Cirurgia
Pediátrica do Centro Hospitalar de S. João, passaram a ser seguidos e
orientados no Serviço.
Indicadores
Lista de espera cirúrgica
Atualmente o Serviço não tem praticamente lista de espera
cirúrgica, encontrando-se a operar todos os doentes dentro dos tempos máximos
de resposta garantida estabelecidos pela ACSS
Tempo de espera para consulta
Atualmente o tempo de espera para primeiras consultas ronda
os 2 meses.
O grande problema é as consultas subsequentes dado que o
exíguo número de médicos existentes e o cada vez mais crescente número de
doentes, estas por vezes não são marcadas dentro dos tempos devidos embora se
realize um esforço para que tal raramente aconteça á custa de marcação de
consultas extranumerárias.
Consultas Externas
Consultas Externas
Ano 2013
Primeiras
1816
Subsequentes
5240
Exames Complementares de Diagnóstico
Exames
Ano 2013
Cistoscopias
415
Urofluxometrias
312
Endoscopia de intervenção (colocação /extracção de
duplo J’s)
96
Exames ecográficos (inclui ecografia de intervenção
– (colocação e ou substituição de nefrostomias percutâneas, colocação de
cistostomias supra-pubicas, etc.)
364
Os exames radiológicos são realizados pelos médicos do
Serviço de Imagiologia do CHAA sendo que os médicos do Serviço de Urologia são
chamados apenas em situações pontuais.
Doentes em tratamento
Ano 2013
Valor
Hormonoterapia em doentes com neoplasias
prostáticas (Realizados no Hospital de Dia do Serviço de Oncologia do CHAA)
1275
Quimio/Imunoterapia em doentes com neoplasias
vesicais (Realizados no Hospital de Dia do Serviço de Oncologia do CHAA, exceto
as instilações intravesicais que se realizam no pós-operatório imediato a
RTU-TV’s e que são realizadas por enfermeiros do Serviço)
20
Seguimento de doentes com urostomias
63
Ensino a doentes em cateterismos vesicais intermitentes
Ensino a doentes que iniciam injecção intracavernosa
de fármacos vasoactivos para tratamento da disfunção eréctil
4
Internamentos
Ano 2013
Valor
Total
815
Taxa de reinternamentos em 2013
3,5%
Taxa de ocupação do Serviço
102%
Cirurgias
O Serviço pratica praticamente todo o tipo de cirurgia
urológica com exceção da cirurgia no doente insuficiente renal crónico dado no
hospital não existir suporte dialítico e das cirurgias que, pela sua
complexidade devem ser realizadas em centros de referência.
Ano 2013
Valor
Total de doentes operados
639
Total de procedimentos realizados
647
Doentes Operados em Cirurgia Convencional
462
Doentes Operados Cirurgia de Ambulatório
162
Doentes operados no âmbito da PMA (Biópsias testiculares)
15
Cirurgia Oncológica
155
Cirurgia de litíase
44
Cirurgia reconstrutiva dos genitais externos
nomeadamente uretroplastias com mucosa oral
22
Cirurgia Laparoscópica
10
Cirurgia percutânea
3
Diferenciação
Diferenciação
Embora o número de elementos do Serviço não
permita a sua departamentação, a diferenciação dos mesmos permitiu, não
descurando as principais patologias que a ele ocorre, principalmente patologia
neoplásica (fundamentalmente vesical) e litiásica, a diferenciação noutras
áreas tais como a Andrologia, Patologia do Pavimento Pélvico Feminino e
Masculino, Cirurgia Reconstrutiva dos Genitais Externos e Uretra e Urologia
Pediátrica.
Entre maio e junho passados, o Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Alto Ave organizou o I Curso de Atualização em Patologia Urológica, no Auditório do Hospital, destinado a médicos do Internato de Medicina Geral e Familiar. O Curso contou com o patrocínio científico da Associação Portuguesa de Urologia, da Sociedade Portuguesa de Andrologia, da Ordem dos Médicos e da Coordenação do Internato de Medicina Geral e Familiar da Zona Norte e teve como principal objetivo “proporcionar informação atualizada aos médicos de Medicina Geral e Familiar e também estabelecer pontes entre os Cuidados de Saúde Primários e os Cuidados Hospitalares”, segundo o Diretor de Serviço de Urologia do Centro Hospitalar, Ricardo Ramires.
Tendo em conta a elevada participação e grau de satisfação, este primeiro curso acabou por ser um modelo para a criação de um evento que irá realizar-se anualmente sob o auspício de todas as entidades envolvidas.
O curso contou com a participação de 84 médicos provenientes de praticamente todo país que transformaram o evento “num sucesso pela sua presença e também pela energia e estímulo proporcionados”, referiu Ricardo Ramires.
De salientar ainda que a Comissão Organizadora do curso contou, para além dos médicos do Serviço de Urologia, com três médicos internos de Medicina Geral e Familiar que, em conjunto, decidiram os principais temas de interesse a ser tratados. No caso, foram abordados temas como a Litíase Urinária, as Infeções Urinárias, as Disfunções Sexuais, a Urologia Pediátrica, a Patologia Prostática, entre outros, durante 30 horas de curso e com uma avaliação final escrita dos participantes.
O Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Alto Ave, em Guimarães, tem vindo a diferenciar-se em diversas áreas. Fruto desta especialização, realizou a primeira cistoprostatectomia radical por via laparoscópica, com ureteroileostomia cutânea. Trata-se de uma das cirurgias mais diferenciadas realizadas em Urologia, a qual só alguns centros de excelência em Portugal praticam.
Esta cirurgia é executada em doentes com neoplasias (cancros) da bexiga agressivas e consiste na extração cirúrgica da bexiga e da próstata com o objetivo de cura do doente. Quando o doente em causa é do sexo feminino, a cirurgia consiste na extração cirúrgica da bexiga e do útero, no mesmo tempo cirúrgico. Adicionalmente é realizada uma derivação urinária para a pele ou, em casos muito selecionados, a construção de uma nova bexiga, a partir do intestino.
Para o doente esta nova técnica é menos agressiva que a cirurgia aberta clássica, com uma agressão cirúrgica menos violenta, um tempo de recuperação mais curto e com menos complicações pós-operatórias.
Segundo o Diretor de Serviço de Urologia do Centro Hospitalar, Ricardo Ramires, esta nova técnica “destaca-se, precisamente por ser menos agressiva, pela recuperação mais rápida dos doentes e com menos complicações pós-operatórias. É contudo uma técnica exigente que requer uma aprendizagem prévia importante por parte de toda a equipa cirúrgica e, por isso, é realizada em apenas alguns serviços de urologia do país”.
Esta primeira cirurgia, assim como o pós-operatório, correu bem e de acordo com o esperado, tendo o doente em causa alta hospitalar ao nono dia de pós-operatório. Os doentes da área de influência do Centro Hospitalar, que inclui os Concelhos de Guimarães, Fafe, Cabeceiras de Basto, Vizela e Mondim de Basto, passam a ter a possibilidade de serem tratados com esta nova técnica cirúrgica.
Urologia dará continuidade ao Curso de Patologia Urológica
Entre maio e junho passados, o Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Alto Ave organizou o I Curso de Atualização em Patologia Urológica, no Auditório do Hospital, destinado a médicos do Internato de Medicina Geral e Familiar. O Curso contou com o patrocínio científico da Associação Portuguesa de Urologia, da Sociedade Portuguesa de Andrologia, da Ordem dos Médicos e da Coordenação do Internato de Medicina Geral e Familiar da Zona Norte e teve como principal objetivo “proporcionar informação atualizada aos médicos de Medicina Geral e Familiar e também estabelecer pontes entre os Cuidados de Saúde Primários e os Cuidados Hospitalares”, segundo o Diretor de Serviço de Urologia do Centro Hospitalar, Ricardo Ramires.
Tendo em conta a elevada participação e grau de satisfação, este primeiro curso acabou por ser um modelo para a criação de um evento que irá realizar-se anualmente sob o auspício de todas as entidades envolvidas.
O curso contou com a participação de 84 médicos provenientes de praticamente todo país que transformaram o evento “num sucesso pela sua presença e também pela energia e estímulo proporcionados”, referiu Ricardo Ramires.
De salientar ainda que a Comissão Organizadora do curso contou, para além dos médicos do Serviço de Urologia, com três médicos internos de Medicina Geral e Familiar que, em conjunto, decidiram os principais temas de interesse a ser tratados. No caso, foram abordados temas como a Litíase Urinária, as Infeções Urinárias, as Disfunções Sexuais, a Urologia Pediátrica, a Patologia Prostática, entre outros, durante 30 horas de curso e com uma avaliação final escrita dos participantes.
Urologia realiza primeira cistoprostatectomia radical
O Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Alto Ave, em Guimarães, tem vindo a diferenciar-se em diversas áreas. Fruto desta especialização, realizou a primeira cistoprostatectomia radical por via laparoscópica, com ureteroileostomia cutânea. Trata-se de uma das cirurgias mais diferenciadas realizadas em Urologia, a qual só alguns centros de excelência em Portugal praticam.
Esta cirurgia é executada em doentes com neoplasias (cancros) da bexiga agressivas e consiste na extração cirúrgica da bexiga e da próstata com o objetivo de cura do doente. Quando o doente em causa é do sexo feminino, a cirurgia consiste na extração cirúrgica da bexiga e do útero, no mesmo tempo cirúrgico. Adicionalmente é realizada uma derivação urinária para a pele ou, em casos muito selecionados, a construção de uma nova bexiga, a partir do intestino.
Para o doente esta nova técnica é menos agressiva que a cirurgia aberta clássica, com uma agressão cirúrgica menos violenta, um tempo de recuperação mais curto e com menos complicações pós-operatórias.
Segundo o Diretor de Serviço de Urologia do Centro Hospitalar, Ricardo Ramires, esta nova técnica “destaca-se, precisamente por ser menos agressiva, pela recuperação mais rápida dos doentes e com menos complicações pós-operatórias. É contudo uma técnica exigente que requer uma aprendizagem prévia importante por parte de toda a equipa cirúrgica e, por isso, é realizada em apenas alguns serviços de urologia do país”.
Esta primeira cirurgia, assim como o pós-operatório, correu bem e de acordo com o esperado, tendo o doente em causa alta hospitalar ao nono dia de pós-operatório. Os doentes da área de influência do Centro Hospitalar, que inclui os Concelhos de Guimarães, Fafe, Cabeceiras de Basto, Vizela e Mondim de Basto, passam a ter a possibilidade de serem tratados com esta nova técnica cirúrgica.