Missão: Somos uma equipa multidisciplinar especializada em tratar casais que se encontrem em situação de infertilidade, assegurando o cumprimento das melhores práticas de procriação medicamente assistida com um elevado nível de qualidade de serviço, na procura constante de exceder as expectativas dos clientes. Visão: Pretendemos ser considerados um Centro de Procriação Medicamente Assistida de referência nacional, prestando serviços de excelência através de um trabalho contínuo na melhoria da eficácia e eficiência dos processos e actividade. Princípios e Valores: Os nossos valores assentam no acompanhamento permanente do casal, adoptando na íntegra os princípios legais, éticos e deontológicos subjacentes à actividade da medicina de reprodução. As opções do casal, a igualdade de acesso e a relação de proximidade com as pessoas, constituem desígnios fundamentais de respeito da condição humana incorporados nos comportamentos e atitudes dos nossos colaboradores. Política da Qualidade: Satisfazer as necessidades e expectativas da população que recorre ao Centro de Procriação Medicamente Assistida do Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães (HSOG), prestando cuidados diferenciados de modo eficiente e em tempo útil, respeitando os requisitos legais e regulamentares aplicáveis. Investir na permanente actualização científica, promovendo a melhoria contínua e contribuindo activamente para a satisfação dos colaboradores. Implementar, operacionalizar e monitorizar os processos necessários à melhoria contínua da eficácia do sistema de gestão da qualidade.
O Centro de Procriação Medicamente Assistida (PMA) exerce a sua actividade a nível da: - Orientação diagnóstica e terapêutica médica e cirúrgica no âmbito da infertilidade - Realização de técnicas de PMA intraconjugais: - Inseminação artificial; - Fertilização in vitro; - Microinjecção intracitoplasmática de espermatozóide; - Criopreservação de esperma; - TESE (Biópsia testicular para colheita de esperma) - Criopreservação de embriões; - Criopreservação de ovócitos. - Preservação da Fertilidade
História
O actual Centro de PMA foi criado, no âmbito do Programa de acesso à infertilidade, por despacho de Ministra da Saúde de Maio de 2010. No entanto, desde 2000 existe no Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães uma Unidade de Medicina da Reprodução, com autonomia funcional em relação ao Serviço de Ginecologia-Obstetrícia, prestando também cuidados assistênciais no âmbito da Saúde Reprodutiva. A orientação dos casais inférteis e a aplicação de técnicas de PMA obriga a uma vertente multidisciplinar, que tem sido exercida por todos os elementos que exercem a sua actividade assistencial desde 1997. Desde então, e dado o aumento do número de casais inférteis, foi possível avançar para além da fase de diagnóstico e terapêutica médico-cirúrgica, com a implementação de um Programa de “FIV de transporte” em colaboração com o laboratório do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho. Este protocolo funcionou entre 1997 e 2004 com a realização de cerca de 500 ciclos PMA. A assinatura do “Protocolo de FIV de transporte”, iniciativa pioneira no nosso país, teve como objectivo a rentabilização do Laboratório de Procriação Medicamente Assistida do CHVNG, sem sobrecarga significativa para a actividade clínica, minimizando os inconvenientes das deslocações dos casais de áreas periféricas ao Hospital Central. O aumento da procura por parte dos casais inférteis teve como consequência, um aumento das propostas para PMA, e um constrangimento no Laboratório do CHVNG, que não permitia mais do que 2 ciclos semanais, levando a um aumento da lista de espera. Em 2002 foi apresentado um projecto para criação de um Centro autónomo em Guimarães, que permitisse a actividade laboratorial e a totalidade dos tratamentos de PMA na nossa instituição, que foi aceite pelo Ministério da Saúde, tendo o Laboratório de PMA, iniciado a sua actividade em Maio de 2004.
Infertilidade
A OMS define a infertilidade como a “ausência de gravidez após dois anos de relações sexuais regulares e desprotegidas”, no entanto é consensual que se deve iniciar o estudo para avaliação dos factores envolvidos após 1 ano, e em algumas situações particulares após 6 meses (idade da mulher superior a 35 anos, ciclos menstruais ausentes ou irregulares, endometriose, anomalias uterinas, distúrbios alimentares, obstrução tubar, lesões testiculares, dificuldade nas relações sexuais, entre outras). A infertilidade é primária quando nunca ocorreu uma gravidez e secundária quando já ocorreu gravidez, mesmo que tenha resultado em abortamento ou ectópica (exterior ao útero).
Tratamentos
Enquadramento
O Centro de PMA está habilitado para a realização de técnicas de Procriação Medicamente Assistida (fertilização in vitro, injecção intracitoplasmática de espermatozóides e inseminação artificial intraconjugal) e Preservação da Fertilidade masculina e feminina (esperma, ovócitos e embriões). A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) determina que nas situações clínicas que justifiquem a utilização de dadores terceiros, diagnóstico genético pré-implantatório (DGPI) ou se estiverem presentes doenças víricas é realizada a orientação para o Centro Hospitalar do Porto (dadores) e Hospital de S. João (DGPI e doenças víricas).
Inseminação Artificial (IA)
A inseminação artificial é a técnica mais simples de Procriação Medicamente Assistida (PMA) e consiste na introdução de esperma no aparelho genital feminino. Esta técnica é utilizada, por exemplo, quando existem alterações na ovulação, alterações do muco cervical, alterações ligeiras do espermograma e infertilidade inexplicada. Para se puder realizar a IA é necessário efectuar alguns exames, entre os quais, um exame para confirmar a permeabilidade das trompas (histerossalpingografia) e outro para avaliar qualidade do esperma (espermograma). No dia da inseminação artificial, o marido tem de efectuar uma colheita de esperma. O esperma é tratado no laboratório do centro de PMA e posteriormente é introduzido dentro do útero da mulher através de um cateter de inseminação. A IA é um processo indolor. A probabilidade de sucesso desta técnica ronda os 10-20% e, se não houver indicação em contrário, são realizadas até 3 tentativas. As alternativas a este tratamento são a Fertilização In-Vitro (FIV) e/ou a Microinjeção Intra-citoplasmática de Espermatozóide (ICSI-Intracitoplasmic Sperm Injection).
Fertilização In-Vitro (FIV) e Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóide (ICSI)
A FIV e a ICSI são técnicas de PMA que compreendem um conjunto de métodos clínicos e laboratoriais com o objectivo de aumentar significativamente a probabilidade de um casal infértil conseguir a gravidez. De um modo simplificado, estas técnicas incluem os seguintes passos: - Estimulação dos ovários para a produção das células reprodutoras femininas – os ovócitos – através do recurso a medicamentos injectáveis; a resposta dos ovários a estes medicamentos é variável de mulher para mulher e é controlada com análises e/ou ecografias com intervalos a definir individualmente. - Punção (aspiração) dos ovários para recolha de ovócitos (é efectuada por via vaginal sob sedação). - Procedimentos laboratoriais (FIV ou ICSI) que têm como objectivo a fecundação dos ovócitos pelos espermatozóides e consequente formação de embriões. Na FIV os ovócitos e os espermatozóides são colocados em contacto para que a fertilização ocorra “naturalmente”; na ICSI o espermatozóide é introduzido no ovócito pelo Embriologista. - Transferência de 1 ou 2 embriões para o útero (o número de embriões a transferir é variável de acordo com a situação concreta de cada casal). A FIV e a ICSI têm indicações definidas, pelo que a equipa do Centro de PMA propõe a técnica mais adequada à situação clínica específica de cada casal e adapta os protocolos de tratamento caso a caso, de forma a aumentar as probabilidades de sucesso. A FIV é utilizada, por exemplo, quando existem alterações na ovulação, endometriose, alterações ligeiras do espermograma, obstrução tubar ou infertilidade inexplicada e permite verificar se a fecundação entre os gâmetas do casal ocorre ou não. A ICSI é a técnica utilizada em situações de alterações graves ou muito graves no espermograma a nível da concentração, mobilidade e/ou morfologia, ou de ausência de fecundação em ciclos FIV anteriores. Nos casos de ausência de espermatozóides no ejaculado (azoospermia) poderá ser necessário recorrer à extracção cirúrgica de espermatozóides do testículo (TESE). As taxas de sucesso das técnicas são semelhantes, mas sempre que a qualidade espermática assim o permite, opta-se pela realização de FIV, uma vez que implica menor manipulação dos gâmetas, sendo assim um processo mais natural. De um modo geral, a probabilidade de obter gravidez num ciclo de tratamento FIV/ICSI ronda os 30-40%. É importante salientar que num casal sem problemas de infertilidade, a probabilidade de gravidez em cada ciclo menstrual da mulher é de cerca de 25%; no entanto, a hipótese de sucesso vai diminuindo com o aumento da idade da mulher, sendo essa diminuição muito acentuada a partir dos 38 anos.
Para a realização de qualquer técnica de PMA é necessário ter análises actualizadas (menos de 3 meses para o 1º tratamento e até 1 ano para os subsequentes), nomeadamente despiste de doenças infecciosas e pesquisa de marcadores víricos. Nenhuma técnica de PMA garante obtenção de gravidez, sendo a taxa de sucesso muito variável em função da realidade clínica dos dois membros do casal. No Centro de PMA, sempre que a situação clínica o permitir, são realizados ciclos de FIV/ICSI até aos 40 anos da mulher (39 anos e 365 dias) e os 60 anos do homem (59 anos e 365 dias) e ciclos de IA, caso exista indicação clínica, até aos 42 anos (41 anos e 365 dias). As idades limite da mulher e o número máximo de ciclos a realizar por cada casal são estipuladas pelo Ministério da Saúde; a idade limite do homem foi definida pelo Conselho Nacional de PMA (CNPMA). Existem situações clínicas que, apesar de todo o empenho e esforço dos casais e da equipa do Centro de PMA, não permitem conseguir obter a gravidez desejada. As razões para este insucesso podem ser várias, desde falhas repetidas de implantação dos embriões, cancelamento de ciclos de tratamento por estimulação inadequada ou, simplesmente, porque o casal já realizou o número máximo de ciclos ou atingiu a idade limite permitido pelo Ministério da Saúde. Consoante a situação clínica e a vontade manifestado pelo casal, a equipa do CPMA pode orientar os casais para um projecto de adopção ou para um projecto de doação de gâmetas, se aplicável.
Preservação da Fertilidade
No Centro de PMA realiza-se preservação da fertilidade masculina desde a abertura do laboratório de PMA, em 2004, e a preservação da fertilidade feminina desde 2013. A preservação da fertilidade é apenas realizada a pacientes com indicação médica (oncológicos ou não-oncológicos), não é realizada por razões sociais (ex: adiamento da maternidade). As técnicas utilizadas no Centro de PMA são a criopreservação de esperma, tecido testicular, ovócitos e embriões (quando aplicável). Nos casos em que é necessária a criopreservação de tecido ovárico esta é feita em articulação com o Centro de Preservação da Fertilidade de Coimbra.
Não existe lista de espera para a Preservação da Fertilidade.
Qualidade
O Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães encontra-se acreditado pela Joint Comission International desde Dezembro de 2008. A actividade do Centro de PMA está orientada na busca incessante da melhoria contínua da sua atividade. Com este fim, as suas práticas são sustentadas na implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade que se pretende adequado e eficaz, que requer o envolvimento dos todos os seus colaboradores. O Centro de PMA implementou o seu sistema de gestão da qualidade segundo a norma NP EN ISO 9001:2008 o qual obteve a certificação da LUSAENOR em Dezembro de 2010.